Pois o personagem que simboliza o infortúnio ganha vida e cores pelas mãos do cartunista florianopolitano Joatan Preis Dutra.
Pagando O Pato é uma série de tiras sarcásticas sobre um pato e restante fauna da sociedade, que pouco tem a ver com a inocência de Walt Disney.
A história do Pato reproduz aquelas situações tragicômicas cotidianas "micos em geral" ao qual todos nós um dia já protagonizamos, englogando festas, trabalho, sexo, drogas, rock´n´roll, religião, gente que enche o saco, etc.
E de onde veio a idéia?
Foi na ressaca do réveillon de 2004, data festiva recordista em micos, passado na Alemanha, país onde o Pato nasceu e cresceu os seus 3 primeiros anos.
Eu não sei o que o Benett pensa quando faz essas tiras, também não sei se eu as interpreto corretamente, mas essa (assim como tantas) é genial e, acho, reflete magistralmente o que passa na cabeça de, digamos, quase todo mundo.
Ótima!
Aqui um momento deprê... não gosto desse tipo de 'momento', mas não deixa de ser genial e, também, refletir o dia a dia de quase toda humanidade.
Foi tudo numa fração de segundos. Uma brincadeira idiota, ele sabia. Em uma fração de segundos, tudo estava irremediavelmente perdido. Ela havia lhe comprado a espada de samurai no bairro da Liberdade, em São Paulo. Presente de aniversário. Entusiasmado, simulando uma luta, sem perceber, ele havia ferido sua amada. Que agora no chão, lhe pedia que retirasse a espada. Suas mãos tremiam. E a cada milímetro da espada que era retirado, urros de dor. De ambos. Como em um vídeo clipe, as imagens lhe vinham à mente. Seria preso. Mas isso não lhe causava medo. Não seria a primeira vez. Mas seria a primeira vez que não teria a visita da mulher de sua vida.
mini-conto que a Ady me deu de presente de aniversário (16/JAN/2008)
(Sim, a foto é do Kill Bill)
comentários? | | Ady Cavalcante | Pontuação: 0 Enviado por Anônimo Wednesday, 21 de May de 2008 @ (20:10:38)
Elas vagam, num mural de ilusões, suas almas estão frias, e elas precisam se aquecer.
Então deleitadas em devaneios, seus lábios soltam o aperto de sua garganta em amores forjados,
que não semeiam um crescimento, são pétalas cheirosas, mas que secam ao chão.
Suas sementes de redenção espremem-se sob o sol escaldante; com pontas de raízes feridas nas tentativas sobre o terreno de concreto.
Suas palavras de carinhos são faíscas que tentam acender a fogueira no frio.
E elas andam perdidas, vazias, caminhando sobre otimismos mastigados, que é um tapete de brasas para seus pés de gelo.
Elas cantam durante a noite, catando as esmolas emocionais; para comprar retalhos e costurar um cobertor.
Elas repetem um ciclo de pseudo-amor cada mês, contornando corpos diferentes com seus olhos, nas imagens pregadas num álbum invertido. Religiões, provérbios, e sabedorias escorrem de sua boca e voam com asas invisíveis pintadas, como mais uma ferramenta preenchedora instantânea de suas angústias perdidas.
Mesmo que seus pulsos sejam cortados pelas mentiras, este sangue será usado para escorrer pelo pescoço, descendo pelas pernas para aquecê-los.
E seu coração palpita lágrimas quando ao dizer-te-os amor sai sem vibrar as cordas vocais, porém os surdos escutam com a imaginação, vagando no inconcreto e abraçando-se com próprios braços.
Seus dedos teclam sem impressões digitais, escrevendo dezenas de símbolos que se transformam em chama para ficar um pouco mais aquecido. Comprometimentos é como dar corda numa caixinha de música, pra bailarina dançar.
(Tão pequeninha seguindo um compasso ritmado que vai desaparecendo...)
Voltando aos retalhos conta-se quantos pontos foram feitos em sua pele.
Eles carregam toneladas de si mesmos para entregar nas entrelinhas de suas escritas,
carregam nas costas toneladas de si mesmos, para plantar nas toneladas de si mesmo dos outros.
E se disso nascer algo é mais uma lenha pra fogueira, das sua paixãos enfermecidas,
pois mesmo que a fogueira aumente, a água interminável de seus pés de gelo a apagarão mais rápido.
E mesmo que bebam aceleradamente esta água, ela está fria e seus órgãos pararão.
comentários? | | Notícias | Pontuação: 0 Enviado por Anônimo Friday, 16 de November de 2007 @ (19:23:50)
Os Mulheres Negras
Os Mulheres Negras surgiram na década de 80. Como se autoplocamavam, era a Terceira Menor Big Band do Mundo. Esse comentário representa bem a criatividade e irreverência da banda.
Os Mulheres Negras eram André Abujamra, voz guitarra e teclados, e Maurício Pereira voz e saxofone, e faziam uma música com letras irreverentes e equipamentos eletrônicos, como samplers, sequencers, sintetizadores e bateria eletrônica.
Tive o prazer de assisti-los várias e várias vezes.
Aqui eu com eles, no Teatro Paiol em Ctba. Sei lá quando...
*
Lançaram dois LPs, Música e Ciência, com muito bom humor e referências aos Beatles, Villa-Lobos, e outros, e Música Serve Pra Isso (o meu preferido), com um som bem mais popular e comercial.
*
Gosto mto das músicas deles, mas a minha preferida é uma que desconfio passe despercebida. É Commom Uncommunicability, que, inclusive, coloquei a letra nas últimas páginas de TENSÃO. A Letra tem muito a ver com meus contos desse livro. Fala do desencontro de desejos. Mesmo se desejando, ambos, um provavelmente dizendo sim ao outro, não se encontram. É o eterno equívoco.
Aqui o link para a música (na seqüencia a letra dessa música e links para outras duas músicas deles, a clássica So Tetele e Elza, do primeiro LP):
Common Uncommunicability Pereira/Abujamra – Os Mulheres Negras
I been observin' you for a long time
you been observin' me for a long time too
I'd never say no to you
you would never say no to me
but we never talk each other
we never try
and life goes on in such a lonely way
that's just another case of common uncommunicability
Sobre Elza, pensei seriamente em colocá-la em meu livro no lugar de common uncommunicability, mas não me senti bem por ela tratar de um suicídio passional. Por fim optei pela primeira, por ser BEM a cara de Tensão.
Vai aqui a letra de So Tetele para vc matar a charada de em que língua ela foi escrita:
So Tetele Pereira/Abujamra – Os Mulheres Negras
só
tetele
fon
Nei
práticon
táxi
tuore
lhatapegandofo
go
tô
eu
pen
sando
envo
cê
se...
Etiópia Mirim - Lembro bem dessa música da primeira vez que os assisti no Teatro Paiol em Curitiba. André desceu por um dos lados da platéia enquanto o Maurício desceu pelo outro. Ao vivo ela tem mais eficácia.
Poético
(tradução livre da música There is a light that never goes out)
Leve-me para sair esta noite,
Para onde há música e há pessoas jovens e vivas,
Porque eu quero ver pessoas e quero ver luzes.
Dirigindo em seu carro
Eu nunca, nunca quero ir para casa,
Porque eu não tenho mais uma.
Porque não é a minha casa
É a casa deles,
E eu não sou mais bem vindo.
E se um ônibus de dois andares
Bater me nós
Saiba que morrer ao seu lado
É uma maneira maravilhosa de morrer.
E se um caminhão de dez toneladas
Matar-nos
O prazer e o privilégio
De morrer ao seu lado é meu.
Leve-me para sair esta noite.
Para qualquer lugar, eu não me importo.
comentários? | | Música | Pontuação: 5 Enviado por Anônimo Saturday, 22 de September de 2007 @ (18:22:20)
Madness eu conheci na década de 80, quando eles lançaram Our House. Gosto mto da banda. Apesar de o forte deles ser o Ska, as minhas preferidas não são desse ritmo.
Antes mesmo de eu gostar de Beatles, antes mesmo de gostar de Rolling Stones, eu gostava de AC/DC e Black Sabbath. Isso no finalzinho da década de 1970. Mas da fase Ozzy Osbourne (até, por sinal, se eu tivesse um filho ele se chamaria OZZY).
O meu disco preferido é um que a maioria dos fãs do Black não gosta, Never Say Die
comentários? | | Música | Pontuação: 5 Enviado por Anônimo Tuesday, 14 de August de 2007 @ (23:40:35)
Música: Alguns intérpretes e algumas músicas que gosto...
Esses são alguns intérpretes/bandas que eu gosto e algumas músicas que eu selecionei deles. Clique na fotinha para acessar as músicas.
(espero que isso não seja ilegal)
Nessa Chico consegue capturar o que importa para uma mulher, melhor dizendo, o que a captura, aquele que ela não consegue escapar - nem o que dá demais, nem o que dá de menos, mas aquele que a ouve!
Em Canção Desnaturada, composta para Ópera do Malandro, vai muito além dos personagens da Ópera, ele canta o que passa na grande maioria das cabeças dos pais que não querem saber que seus filhos têm seus próprios desejos. A última estrofe é genial pq captura o desejo materno. Na veia!
Em Cálice, Chico compõe com Gilberto Gil contra a ditadura. Mas acho que [novamente] Chico estrapola o recado para [novamente] entrar fundo na alma humana, em um grito de socorro onde ele fala - não mais para um governo ditatorial - para um Outro, esse Outro que nos sufoca, esse Outro que é interno, que vindo sei lá de onde guia nossas ações... não mais ações fruto de nosso desejo, mas fruto de normas, leis que sufocam...
A mesma coisa acho em relação a essa música (apenas mais uma), Quando o Carnaval Chegar, que, mesmo falando de um governo, pode ser traduzido tbm como a inibição inerente de nós...
Ninguém
Ninguém vai me segurar
Ninguém há de me fechar
As portas do coração
Ninguém
Ninguém vai me sujeitar
A trancar no peito a minha paixão
Eu não
Eu não vou desesperar
Eu não vou renunciar
Fugir
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Ninguém
Ninguém vai me ver sofrer
Ninguém vai me surpreender
Na noite da solidão
Pois quem
Tiver nada pra perder
Vai formar comigo o imenso cordão
E então
Quero ver o vendaval
Quero ver o carnaval
Sair
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Enquanto eu puder cantar
Alguém vai ter que me ouvir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder seguir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder...
A Ady, olhando para mim sábado (21/07/2007) (despois explico), se inspirou para escrever esse mini-conto. Glup!
Preparou os temperos. Alho esmagado. Cebola picadinha. Salsa e coentro. Especialidade da casa. Vinha gente de todo canto do país para provar de sua comida. A casa estava crescendo. Conseguia agora pagar a faculdade dos filho. hora de acrescentar o azeite e o tomilho. Mas estava ficando preocupado. Ficava cada vez mai difícil encontrar o ingrediente principal de seus tão famoso prato. As mulheres não abortavam tanto quanto antes...
Essa foto ai debaixo anda correndo na internet, com o 'assunto' 'Depressão na Pista', sugerindo algum problema na estrada. Vc abre, e a foto é dos depressivos.
Uma idéia bobinha, mas que acabou ficando genial. rs...
Dois mini-contos de meu Amigo, Padre Nelson Ricardo.
Enterrou a noiva no quintal e, sobre o corpo, plantou uma macieira.
Anos passaram-se até a primeira colheita.
Vestiu seu fraque, arrumou as frutas num cesto ornado com renda; no quarto nupcial, saboreou-as com antropofágico prazer.
(esse ganhou um concurso de mini-contos no Orkut)
Quando a criança morreu, ela apagou o cigarro e chorou sincera e sentidamente. Não teria mais o prazer cotidiano de aspirar o aroma da tenra carne queimando, ponto a ponto.
Vocês lembram da 'a linha'? Eu assistia quando criança no Canal Cultura - e achava o máximo...
depois nunca mais tive contato, e às vezes, quando me lembrava, ficava pensando se os desenhos eram geniais mesmo, ou se eram geniais em função da minha idade, na época (lá pelos idos de 1976.
Sim, os desenhos eram (e continuam sendo) geniais.
comentários? | | Vídeos | Pontuação: 0 Enviado por Anônimo Wednesday, 13 de June de 2007 @ (22:14:58)
Por que o médico a está olhando desse jeito? O que ele está dizendo? Ela vê tudo, mas não consegue se mover nem ouvir, está tudo meio confuso. Lembra-se de que sabe ler lábios. Ele diz que não há nada a fazer. Imagine! Quer gritar que está bem, mas sua voz não sai. Ela só estava brincando. Dissera ao namorado que se ele não fosse à sua casa naquele minuto, iria se matar. Ele riu. E ela provou que estava falando sério. Tomou uma grande quantidade de calmantes. Mas não o suficiente para morrer, ela tinha certeza. Mas o médico agora dizia que houve uma reação inesperada. Dizia que lamentava. Imóvel, paralisada, ela vê Felipe entrar. Quer sorrir, triunfante, mas também não consegue. E então seu grande amor, sua mãe, sua irmã, todos começam a chorar. "Estou bem, gente!" ela pensa, sem conseguir articular uma palavra. Mas de repente sua visão começa a embaçar, a escurecer. "Não, eu não queria!" E tudo começa a fazer sentido. Não havia mais tempo. O que era pra ser brincadeira tornou-se real. Hora do óbito: 19h20.
Pegou seus discos de Nina Simone, The Smiths, Chico Buarque e Fernanda Porto. Escondeu os livros de auto-ajuda entre as edições antigas de Caros Amigos. Chorou mais uma vez olhando pra caneca que haviam comprado na Oktoberfest. Ele chegou. "Oque é isso, Marina?" "Vou embora." "Posso saber por quê?" "Você não me ama mais, Léo!". "Você tá louca!" "Você não me deseja mais, reconheça!" "Você tá na TPM" "Porra, porque é que toda vez que eu fico nervosa tem que ser TPM? Tá perto, sim, mas não tem nada a ver." Marina, olha pra mim, por favor". Então ela olhou. E viu, sentiu novamente aquele olhar que derretia chocolate. Não precisava dizer mais nada. E então Nina Simone voltou para seu lugar, batendo um papo com Dire Straits. The Smiths continuou sua parceria com Sioux and The Banshies, Chico Buarque voltou a ficar do lado do U2 e Fernanda Porto embalou, com Vilarejo, mais uma noite naquele apartamento.
Diferente dos dois primeiros, Tensão e Seis tiros na cara, que continham contos e mini-contos, esse é um romance que narra a história de Sidney, uma pessoa atormentada que acaba praticando um crime injustificado. Sidney é preso e passa por um tratamento terapeutico onde precisa enfrentar o seu passado.
É muito bom, eu já li e gostei, minha mãe leu e gostou tbm... (piada infâme) rs...
Ele está à venda nas Livrarias Curitiba, na Livraria Chain, na Guerreiro e, em Palmas, na Livraria Kaygangue.
Esse é meu Orkut, qualquer coisa me envie um scrap: Júnior Oliveira.
(clique no 'leia mais' para ver o resto da matéria)